Camanongue – O envolvimento dos sobas na sensibilização da população é fundamental para que o processo da actualização da malha cartográfica de Camanongue seja um sucesso, tendo em conta o Censo Geral da População e Habitação previsto para 2024.
Segundo a administradora municipal local, Irene da Conceição, há toda necessidade das autoridades tradicionais sensibilizarem a população para receberem os recenseadores, prestando-lhes toda informação exigida para fiabilidade das estatísticas oficiais do Governo.
Irene da Conceição fez tal apelo durante uma visita que o director-geral do Instituto Nacional de Estatística (INE), José Calenji, efectuou ao segundo município do Moxico que está a realizar a actualização cartográfica, depois do Moxico, sede provincial.
A administradora recordou que prestando todas as informações necessárias aos técnicos do INE, ajudará o Estado angolano a ter dados sobre “quantos somos, onde estamos e como vivemos” e planificar melhor as políticas públicas que se repercutam na vida da população.
Na ocasião, o director geral do Instituto Nacional de Estatística (INE), José Kalenji, informou que, pelo menos, 32 por cento do território da província do Moxico já beneficiaram da actualização da malha cartográfica, abrangendo Moxico e Camanongue, cujo processo iniciou em Setembro último.
O processo de cartografia dos municípios seguirá, brevemente, os restantes sete municípios da porvíncia do Moxico, com vista a confirmar os limites da Divisão Política Administrativas (DPA), delimitação dos bairros, entre outros.
O primeiro recenseamento populacional após a Independência Nacional foi realizado em 2014, na altura o país contava com uma população de 28.4 milhões de habitantes (mais de 800 mil no Moxico e com uma taxa de fecundidade de 6, 2 filhos por mulher. YD