Moscovo - Um membro do 'bureau' político do Hamas reuniu-se hoje com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo para discutir sobre os reféns detidos pelo grupo islamita palestiniano desde 07 de Outubro de 2023 e o conflito em Gaza.
Segundo a agência noticiosa oficial TASS, a visita de Moussa Abu Marzouk, que, juntamente com o antigo líder do Hamas, Ismail Haniyeh, assassinado em Setembro, promoveu uma abordagem pragmática das negociações de cessar-fogo com Israel, chegou a Moscovo hoje de manhã, sem que tenham sido dados pormenores sobre a sua agenda.
No encontro com Mikhail Bogdanov, refere a TASS, que cita fontes diplomáticas, as partes discutiram "a questão dos reféns" capturados pelo Hamas, bem como "a situação na região" e as questões humanitárias em Gaza.
Esta não é a primeira vez que Abu Marzouk visita a Rússia, tendo realizado consultas sobre o conflito israelo-palestiniano em Moscovo em Junho passado, noticia o Notícias ao Minuto.
A visita coincide com a do Presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmoud Abbas, que chegou na véspera à cidade russa de Kazan para participar na cimeira dos BRICS e encontrar-se com o homólogo russo, Vladimir Putin.
A 07 de Outubro de 2023, o Hamas lançou um ataque contra o território israelita no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas e levadas para a Faixa de Gaza.
Segundo fontes israelitas, desde então, 97 reféns permanecem na Faixa de Gaza, dos quais 34 estão confirmados como mortos. O exército só conseguiu resgatar oito reféns com vida e recuperou os corpos de outros 37.
Nos últimos dias, após a morte, a 17 deste mês, do líder do Hamas, Yahya Sinouar, vários governos apelaram ao Governo israelita para que volte à mesa das negociações com o Hamas, a fim de tentar encontrar uma solução para o regresso dos reféns e o fim do conflito.
A Rússia, que defende uma solução política para o conflito israelo-palestiniano baseada na criação de dois Estados, não hesitou em criticar Israel pelos bombardeamentos na Faixa de Gaza, mas também pelos ataques ao Líbano e à Síria. MOY/AM