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Comerciantes descontinuam uso de TPA´s para furtar-se ao fisco no Moxico

     Economia              
  • Moxico • Sexta, 28 Junho de 2024 | 16h50
Comerciantes descontinuam uso de TPA's
Comerciantes descontinuam uso de TPA's
Teotónio Chilambavo - ANGOP

Luena – Instituições e estabelecimentos comerciais do Moxico estão a descontinuar o uso dos Terminais de Pagamentos Automáticos (TPA’s), para alegadamente evitar supervisão das contas bancárias por parte Administração Geral Tributária do Estado (AGT), constatou a ANGOP.

Sobre esta medida, a AGT, cuja missão é assegurar uma maior coordenação na execução das políticas fiscais e aduaneiras do país, evitou pronunciar-se à ANGOP.

Numa ronda efectuada pela ANGOP, constatou-se a descontinuidade desta ferramenta em alguns estabelecimentos comerciais do Luena, sendo que os comerciantes estão a exigir o pagamento dos produtos em dinheiro físico.

Este facto foi, igualmente, verificado numa das unidades sanitárias privadas mais concorrida da urbe, onde os pacientes são obrigados a efectuar toda a operação com dinheiro físico.

O consumidor Sérgio Roberto, abordado pela ANGOP, num dos estabelecimentos comerciais da urbe, disse que esta medida tem provocado vários constrangimentos aos compradores e utentes de serviços na região.

“Senti-me impedido de realizar compra, porque não disponho de dinheiro físico”, disse, enquanto a consumidora Sabina Utete disse que deparou-se com a situação numa loja de tecidos, onde foi obrigada a pagar com o valor físico.

Na mesma linha de preocupação, a cidadã Anastácia Samuconga, disse que esta situação tem se agravado no período de pagamento salarial, altura em que a obtenção de dinheiro físico torna-se difícil, face às enchentes nos Terminais de Caixa Automática (ATM´s).

"Estamos a viver essa situação há dois meses, e tem sido difícil", lamentou.

Questionados sobre o assunto, muitos agentes comerciais, que preferiram o anonimato, alegaram que a actuação da AGT tem desincentivado a bancarização dos valores provenientes dos negócios, e a consequente formalização dos negócios.

 “A AGT tem fiscalizado as nossas contas e cobrando impostos muito elevados das nossas capacidades”, reclamou um dos comerciantes.

Já o coordenador adjunto da ANIESA no Moxico, Dinis Zango, reprovou este posicionamento dos agentes comerciais, afirmando que poderão ser responsabilizados, na eventualidade de insistirem.

" Não vamos aplaudir esse tipo de comportamento, pois, está a dificultar a vida dos clientes e de alguma forma vai contra os regulamentos da actividade comercial ", disse.

Por seu turno, o economista Isidoro Cassemene concorda que a redução do uso dos TPA´s nas transacções comerciais é resultante do “aperto” que a AGT tem imposto contra agentes comerciais  que declaram rendimentos muito baixos em comparação com o que produzem.

Este docente universitário de Macroeconomia alertou que a descontinuidade do uso de TPA tem implicações negativas do ponto de vista económico, fiscal e social.

Por outro lado, pediu cautela na actuação da AGT, entendendo que o encerramento de estabelecimentos comerciais “deve ser sempre a última rácio do ponto de vista das canções” para permitir a sobrevivência e crescimento de pequenos comerciantes.

A província do Moxico conta com mais de um milhão de habitantes, de acordo com a projecção do Instituto Nacional de Estatística (INE), durante o Censo Populacional de 2014. ISAU/TC/YD





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