Benguela – Quinhentos (500) hectares de zonas produtivas do Vale do Cavaco, arredores da cidade de Benguela, foram pulverizados por terra e ar, para combater a praga de gafanhotos, soube a ANGOP esta terça-feira.
A informação foi avançada à imprensa pela directora do Gabinete Municipal da Agricultura e Pescas, Rosa Manuel, referindo que foram utilizados 15 mil litros de caldas de pesticida, por via área, com recurso a uma avioneta, e por terra, através de camponeses treinados para o efeito.
Segundo a responsável, actualmente, a situação no Vale do Cavaco pode ser descrita como calma, mas apelou à população para se manter vigilante, para detectar eventuais novos focos.
Durante a operação, afirmou, foram realizados 15 voos rasantes, visando evitar que os insectos atingissem a sua terceira fase de vida (crescimento de asas), o que tornaria mais perigoso e difícil o seu combate, além dos seus efeitos nefastos.
Indicou que vídeos e outras imagens disponíveis apontam o quanto a operação foi um êxito, tanto a realizada pelos produtores (em terra), como a mais recente, via área.
Deste modo, os agricultores deverão observar no máximo 20 dias sem consumirem os produtos agrícolas que beneficiaram de pulverização, findos os quais não haverá nenhum perigo.
Algumas áreas de Benguela, nomeadamente o Cuio, Dombe Grande, Vale do Cavaco e Talamajamba, estão afectadas com a praga de gafanhotos, que ainda se apresenta na fase inicial de crescimento, circulando apenas por terra.
Por outro lado, Rosa Manuel disse que apesar da escassez de chuvas na época passada, o Vale do Cavaco produziu, durante o I trimestre deste ano, 990 toneladas de banana.
“Muitos produtores foram obrigados a irrigar mais os campos, duplicando, em alguns casos, as despesas com os combustíveis para sustentar a irrigação”, frisou.