Luanda – O anúncio da eleição de Netumbo Namdi-Ndaitwah como primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da Namíbia, marcou o noticiário africano da ANGOP, na semana que hoje, sábado, finda.
De acordo com o jornal The Namibian, a nova Presidente venceu com 638.560 votos, seguida pela líder do Independent Patriots for Change (IPC), Panduleni Itula, com 284.186 votos. O anúncio foi feito pela presidente dos comissários da Comissão Eleitoral da Namíbia (ECN), Elsie Nghikembua, na noite de terça-feira. “Nas eleições presidenciais, 15 candidatos participaram (…) pelos poderes investidos em mim como presidente da ECN, [eu] declaro que Nandi-Ndaitwah foi devidamente eleita presidente da Namíbia”, disse Nghikembua. Mereceu também destaque no período em análise, a morte de 79 pessoas por doença de origem desconhecida na República Democrática do Congo (RDC). De acordo com o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic citadas pela agência espanhola de notícias EFE, a organização está já a trabalhar com as autoridades nacionais para fazer um seguimento das informações sobre a doença desconhecida, para poder perceber a situação, e enviar posteriormente uma equipa para a zona, para recolher amostras e assim fazer testes de laboratório. As mortes e outros casos não mortais foram registados desde o dia 24 de Outubro na província de Kwango, disseram as autoridades de saúde da RDC. Os sintomas da doença incluem febre, dores de cabeça, corrimento nasal, tosse, falta de ar e anemia. Constitui igualmente destaque noticioso, a abordagem que a Etiópia e Tanzânia fizeram sobre as formas de prevenir o tráfico de seres humanos. Representantes dos governos dos dois países discutiram, em Addis Abeba, as formas de prevenir o tráfico de pessoas em toda a região. Durante a conversa, os representantes concluíram que a maior parte do tráfico ilegal de pessoas para a África do Sul ocorre através da Tanzânia. A ANGOP também noticiou a situação no Sudão, onde 70 civis foram mortas em dois dias em ataques paramilitares. Os ataques tiveram lugar nos estados do Nilo Branco e do Nilo Azul, onde "dezenas de pessoas ficaram feridas e milhares foram deslocadas", refere a ONG Nidaa al Wasat em comunicado. Nos últimos sete dias, o Programa Alimentar Mundial (PAM) anunciou uma doação de mais de 17 mil toneladas de ajuda humanitária para beneficiar 1,5 milhão sudaneses durante um mês. Segundo fontes da organização internacional, a ajuda deve chegar às comunidades em todo o Sudão, incluindo 14 áreas classificadas como pontos críticos devido à gravidade da insegurança alimentar. Mais de 700 camiões transportarão esta ajuda alimentar até aos locais mais remotos do Sudão, onde muitas pessoas lutam contra a fome. Outro destaque da semana foi a doação de sete milhões de dólares (6,6 milhões de euros) feita a Moçambique pelos Estados Unidos da América (EUA) desde 2021 para assistência directa a 7.000 familias do distrito Nhamatanda, província de Sofala, centro país. O financiamento foi implementado através da agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e da organização não-governamental (ONG) internacional GiveDirectly. MOY/JM